Frente às inúmeras "teorias" que predizem o fim do mundo, como pensar um futuro realmente catastrófico e, o que é mais importante, possível de acontecer - tarefa essa inglória, afinal exercícios de previsões geralmente ignoram fatores e deixam de levar em conta uma série de fenômenos. Bem, pensando sobre isso me vem à mente um cenário possível. Primeiramente ele se dirige à idéia de precarização simbólica.
Frente ao modo de sociabilidade do neocapitalismo que i) coloca o individualismo exarcebado em primeiro lugar; ii) hipervaloriza o lado material, o consumo e estimula uma vida pautada na aquisição de objetos materias (o que mostra uma pobreza "espiritual" e "de sentido"); iii) estimula o gozo em excesso ("aproveite hoje, já"); iv) alheiamento de uma massa que entregou sua vida aos governantes sem compreender direito as verdadeiras regras do jogo forjadas por uma elite que as mantèm a qualquer preço; v) O avanço da ciência que evidencia cada vez mais a fragilidade da condição humana e do planeta terra em geral; podemos prever um aumento da sensação de insegurança e temor diante dos conflitos do século XXI.
Esse temor (que aumenta com a precarização do Welfare State) aumenta as crises de ansiedade, pânico e conflitos psíquicos e lançam uma parcela considerável de indivíduos no mundo da medicalização compulsória advindo da saúde mental. No entanto, não serão todos que poderão ser contidos por meio de drogas e medicamentos. Alguns desenvolverão modos de dar vazão aos conflitos psíquicos de maneira discreta e silenciosa, no entanto, à margem da Lei (no sentido jurídico e simbólico). Nesse desenvolvimento de uma massa simbolicamente precarizada se tornará cada vez mais difícil manter a saúde mental, o que abrirá novos espaços para o surgimento de psicoses e modos de dar vazão à loucura propriamente dita. Sendo assim, aumentará i) o número de assassinatos, principalmente decorrentes do surgimento de seitas que terão como fundamento sacrifícios humanos e animais, tal como na idade média; ii) práticas sexuais desenfreadas e cada vez mais voltadas à pulsão de morte (por exemplo, na Inglaterra festas denominadas "roletas russas" promovem orgias sem preservativos onde existem portadores de HIV que tem como gozo "passar" o vírus adiante a uma platéia ciente dos riscos - chama-se "the gif" ou "o presente" esse flertar com o perigo, uma vez que todos sabem que existem pessoas contaminadas na "brincadeira" e é justamente esse risco que excita e é a razão de ser dessas orgias); iii) estímulo ao incesto, uma vez que tabus tendem a ser dissipados em uma sociedade permissiva tal como a sociedade neocapitalista; iv) o retorno de cultos religiosos primitivos próprios das sociedades arcáicas - basta pensar nos evangélicos de hoje e seu primitivismo de pensamento mágico (águas que curam, pastores com poderes sobrenaturais etc) v) o surgimento de uma razão perversa que construirá porões e fortalezas escondidas da lei para práticas socialmente não permitidas; vi) surgimento de seitas com adeptos que pregarão o fim dos tempos e outros devaneios temerosos, assim como modos de vida apartados o máximo possível do Estado concebido tradicionalmente. Na verdade isso já ocorre - vide os Amish. vii) retrocesso dos direitos humanos.
Nota-se que o grande desafio do século XXI (além dos já sabidos tais como aquecimento global, exclusão social, exploração do trabalhador, desemprego, crise econômica etc) se concentrará nos modo de desenvolvimentos psiquícos completamente desenfreados e inéditos.Defendemos o aparecimento de disturbíos inéditos e que muito se assemelha aos inícios do tempo. Nota-se um prazer enlouquecido na agressão e extermínio do semelhante.
Frente esse cenário teremos espécies humanas que desenvolverão modos de praticar seus atos desenfreados por meio de elaboradas estratégias inéditas de perversão (a sexual é apenas uma delas). A crueldade será o principal efeito dessa precarização simbólica. Surgirá então um movimento reacionário que desesperadamente tenderá a conter esse fluxo de loucura que nos aguarda diante o século XXI. O desejo pelo fascismo voltará à tona e emergirá relações humanas pautadas em células ao invés de classes sociais. Os indivíduos se organizarão juntos aos seus semelhantes. Bairros de gays, bairros de evangélicos, bairros de incestuosos, bairros de drogados, bairros de fascistas etc. Essa organização em células se comunicará e muitos tenderão a voltar a usar as leis de maneira autônoma e desvinculada do Estado. Por exemplo, religiosos fervorosos formarão células de extermínio (assassinatos) a médicos pró-aborto. Tudo será feito à margem do Estado, secretamente e teremos novas formas de ameaças. Defender idéias será algo perigoso e serão as células que irão corroer as bases da democracia.
Pois bem, essas idéias apenas são um esboço de algo mais sério e complexo que temos observado surgir aos poucos a partir de sintomas e neuroses próprias do século. O termômetro se encontra nos casos esparsos de canibalismo (esse a nosso ver é um dos temores que surgirão com o passar das décadas) e chacinas em massa. O crime organizado se fortalecerá, pois, terá mais recursos financeiros. Esse mundo desenfreado pode ser visto na crise financeira de 2008. Pouco se disse, mas os lucros advindos dos ganhos com as bolhas especulativas no mercado financeiro serviram para aumentar os gozos dos que enriqueceram (Há uma política do Gozo em voga): prostituição, sexo, drogas e consumo desenfreado (pessoas com dezenas de mansões, iates, carros conversíveis, jóias etc). Esses foram os efeitos do enriquecimento de grande parcela da população de Wall Streat.
Frente ao modo de sociabilidade do neocapitalismo que i) coloca o individualismo exarcebado em primeiro lugar; ii) hipervaloriza o lado material, o consumo e estimula uma vida pautada na aquisição de objetos materias (o que mostra uma pobreza "espiritual" e "de sentido"); iii) estimula o gozo em excesso ("aproveite hoje, já"); iv) alheiamento de uma massa que entregou sua vida aos governantes sem compreender direito as verdadeiras regras do jogo forjadas por uma elite que as mantèm a qualquer preço; v) O avanço da ciência que evidencia cada vez mais a fragilidade da condição humana e do planeta terra em geral; podemos prever um aumento da sensação de insegurança e temor diante dos conflitos do século XXI.
Esse temor (que aumenta com a precarização do Welfare State) aumenta as crises de ansiedade, pânico e conflitos psíquicos e lançam uma parcela considerável de indivíduos no mundo da medicalização compulsória advindo da saúde mental. No entanto, não serão todos que poderão ser contidos por meio de drogas e medicamentos. Alguns desenvolverão modos de dar vazão aos conflitos psíquicos de maneira discreta e silenciosa, no entanto, à margem da Lei (no sentido jurídico e simbólico). Nesse desenvolvimento de uma massa simbolicamente precarizada se tornará cada vez mais difícil manter a saúde mental, o que abrirá novos espaços para o surgimento de psicoses e modos de dar vazão à loucura propriamente dita. Sendo assim, aumentará i) o número de assassinatos, principalmente decorrentes do surgimento de seitas que terão como fundamento sacrifícios humanos e animais, tal como na idade média; ii) práticas sexuais desenfreadas e cada vez mais voltadas à pulsão de morte (por exemplo, na Inglaterra festas denominadas "roletas russas" promovem orgias sem preservativos onde existem portadores de HIV que tem como gozo "passar" o vírus adiante a uma platéia ciente dos riscos - chama-se "the gif" ou "o presente" esse flertar com o perigo, uma vez que todos sabem que existem pessoas contaminadas na "brincadeira" e é justamente esse risco que excita e é a razão de ser dessas orgias); iii) estímulo ao incesto, uma vez que tabus tendem a ser dissipados em uma sociedade permissiva tal como a sociedade neocapitalista; iv) o retorno de cultos religiosos primitivos próprios das sociedades arcáicas - basta pensar nos evangélicos de hoje e seu primitivismo de pensamento mágico (águas que curam, pastores com poderes sobrenaturais etc) v) o surgimento de uma razão perversa que construirá porões e fortalezas escondidas da lei para práticas socialmente não permitidas; vi) surgimento de seitas com adeptos que pregarão o fim dos tempos e outros devaneios temerosos, assim como modos de vida apartados o máximo possível do Estado concebido tradicionalmente. Na verdade isso já ocorre - vide os Amish. vii) retrocesso dos direitos humanos.
Nota-se que o grande desafio do século XXI (além dos já sabidos tais como aquecimento global, exclusão social, exploração do trabalhador, desemprego, crise econômica etc) se concentrará nos modo de desenvolvimentos psiquícos completamente desenfreados e inéditos.Defendemos o aparecimento de disturbíos inéditos e que muito se assemelha aos inícios do tempo. Nota-se um prazer enlouquecido na agressão e extermínio do semelhante.
Frente esse cenário teremos espécies humanas que desenvolverão modos de praticar seus atos desenfreados por meio de elaboradas estratégias inéditas de perversão (a sexual é apenas uma delas). A crueldade será o principal efeito dessa precarização simbólica. Surgirá então um movimento reacionário que desesperadamente tenderá a conter esse fluxo de loucura que nos aguarda diante o século XXI. O desejo pelo fascismo voltará à tona e emergirá relações humanas pautadas em células ao invés de classes sociais. Os indivíduos se organizarão juntos aos seus semelhantes. Bairros de gays, bairros de evangélicos, bairros de incestuosos, bairros de drogados, bairros de fascistas etc. Essa organização em células se comunicará e muitos tenderão a voltar a usar as leis de maneira autônoma e desvinculada do Estado. Por exemplo, religiosos fervorosos formarão células de extermínio (assassinatos) a médicos pró-aborto. Tudo será feito à margem do Estado, secretamente e teremos novas formas de ameaças. Defender idéias será algo perigoso e serão as células que irão corroer as bases da democracia.
Pois bem, essas idéias apenas são um esboço de algo mais sério e complexo que temos observado surgir aos poucos a partir de sintomas e neuroses próprias do século. O termômetro se encontra nos casos esparsos de canibalismo (esse a nosso ver é um dos temores que surgirão com o passar das décadas) e chacinas em massa. O crime organizado se fortalecerá, pois, terá mais recursos financeiros. Esse mundo desenfreado pode ser visto na crise financeira de 2008. Pouco se disse, mas os lucros advindos dos ganhos com as bolhas especulativas no mercado financeiro serviram para aumentar os gozos dos que enriqueceram (Há uma política do Gozo em voga): prostituição, sexo, drogas e consumo desenfreado (pessoas com dezenas de mansões, iates, carros conversíveis, jóias etc). Esses foram os efeitos do enriquecimento de grande parcela da população de Wall Streat.
Loucura e psicopatias: A cara do Neocapitalismo. O verdadeiro apocalipse.









